Rua Luiz Viana, 310 - Centro - Acajutiba/BA

  • (75) 3434-2696

Gestão emocional entra definitivamente na agenda estratégica das lideranças

As prioridades da área de Recursos Humanos passam por uma transformação profunda. O relatório 2026 Top Priorities for CHROs, do Gartner, deixa isso claro ao apontar que uma das principais preocupações dos líderes globais

Autor: Daniel SpinelliFonte: De Assessoria de Imprensa

As prioridades da área de Recursos Humanos passam por uma transformação profunda. O relatório 2026 Top Priorities for CHROs, do Gartner, deixa isso claro ao apontar que uma das principais preocupações dos líderes globais de RH na atualidade é a capacidade das lideranças de sustentar crescimento, performance e engajamento em um cenário marcado por incerteza, pressão emocional e rápidas mudanças no mundo do trabalho.

O estudo ouviu 426 CHROs de 23 indústrias em quatro regiões do mundo e relacionou quatro prioridades estratégicas centrais. Entre elas, destacam-se a necessidade de mobilizar líderes para crescer em um mundo incerto e de enfrentar a deterioração cultural que afeta diretamente a performance organizacional. Embora o relatório trate de temas como inteligência artificial, modelos de trabalho híbridos e produtividade, há um eixo que atravessa todas essas agendas de forma silenciosa, porém decisiva, que é a maturidade emocional das lideranças.

Segundo o Gartner, não basta que líderes inspirem em momentos pontuais. É necessário desenvolver a capacidade de rotinizar a mudança, ajudando equipes a lidar diariamente com desconforto, ambiguidade e emoções difíceis. O próprio relatório recomenda de forma explícita que as organizações criem ferramentas para que líderes compreendam quais emoções emergem nos processos de mudança, o que as provoca e como regulá-las, além de treinarem habilidades emocionais que sustentem decisões mais conscientes em contextos complexos.

Na prática, esse dado apenas confirma algo que já se observa no dia a dia das organizações. A gestão emocional deixou de ser um tema periférico ou restrito às discussões sobre bem-estar. Ela se tornou uma competência estratégica. Sem maturidade emocional, líderes não conseguem sustentar clareza, qualidade de decisão nem relações de confiança em ambientes de alta pressão.

Assim, o risco mais recorrente que vejo nas empresas não é ignorar o tema, mas tratá-lo de forma superficial. Muitas organizações reconhecem sua importância, investem em ferramentas rápidas, treinamentos pontuais ou discursos bem-intencionados, mas evitam aprofundar a compreensão sobre o funcionamento da mente humana. Emoções não se gerenciam apenas com técnica. Elas exigem consciência, prática e um desenvolvimento interno consistente, que vai além de iniciativas isoladas.

O relatório do Gartner reforça essa visão ao apontar que organizações capazes de integrar cultura, valores e comportamentos no trabalho cotidiano podem alcançar até 34% de aumento na performance dos colaboradores. Para isso, no entanto, não basta definir valores em apresentações ou murais. É necessário que líderes saibam sustentar conversas difíceis, regular suas próprias reações emocionais e criar ambientes psicologicamente seguros, especialmente sob pressão.

Em um contexto no qual saúde mental, engajamento e retenção de talentos se tornaram desafios centrais, a pesquisa indica que o futuro da liderança passa menos por novas ferramentas e mais pela qualidade de consciência com que líderes atuam. A gestão emocional, antes tratada como soft skill, passa a ocupar o centro da estratégia organizacional.

Portanto, a pergunta que se impõe às empresas já não é se devem investir no tema, mas quão profundamente estão dispostas a fazê-lo.

*Daniel Spinelli é especialista em liderança, palestrante, mentor e autor do livro best-seller A potência da liderança consciente. – E-mail: [email protected].

Sobre Daniel Spinelli

Daniel Spinelli é empreendedor, palestrante e autor best-seller brasileiro, reconhecido como uma das principais referências em liderança consciente e cultura organizacional. Com mais de 30 anos de experiência à frente de equipes e projetos corporativos, é fundador de empresas voltadas à formação de líderes e criador da metodologia das Quatro Dimensões da Liderança Consciente, adotada por grandes organizações no Brasil e no exterior. Sua atuação integra gestão, autoconhecimento e impacto social, contribuindo para transformar o modo como líderes conduzem pessoas e negócios. Para saber mais, acesse: danielspinelli.com.br.