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Ferramentas inteligentes deixam de ser tendência e passam a integrar a rotina prática dos profissionais do setor da tecnologia

Novas práticas vêm contribuindo para ganhos de produtividade, mas ao mesmo tempo implicam em desafios éticos e técnicos

A Inteligência Artificial (IA) deixou de ser uma promessa futurista para se tornar parte concreta do dia a dia dos desenvolvedores de software. Na área de Análise e Desenvolvimento de Sistemas (ADS), o uso de ferramentas baseadas em IA já impacta diretamente a forma como códigos são escritos, testados e implementados.

Dados da Stack Overflow Developer, umas das pesquisas mais abrangentes no setor da tecnologia, apontam que mais de 70% dos desenvolvedores já utilizam ou pretendiam utilizar ferramentas de IA no processo de desenvolvimento. Entre os que adotaram a tecnologia, a maioria relata ganho de produtividade e agilidade na execução de tarefas repetitivas.

Outro levantamento, conduzido pelo Google Cloud por meio do relatório DORA (DevOps Research and Assessment), indica que cerca de 80% a 90% dos profissionais de tecnologia já incorporaram algum recurso de IA em seus fluxos de trabalho, especialmente em etapas como geração de código, documentação automática e identificação de falhas.

Isso significa que na prática, ferramentas como o GitHub Copilot e o ChatGPT, passaram a atuar como assistentes virtuais, sugerindo trechos de código, explicando funções complexas e auxiliando na depuração de erros. O que antes demandava horas de pesquisa em documentações técnicas agora pode ser resolvido em poucos minutos — desde que haja revisão criteriosa do profissional.

Apesar dos avanços, o coordenador do curso de ADS da Afya Centro Universitário de Pato Branco, Cézar Augusto Mezzalira, reforça que a IA não veio para substituir o desenvolvedor, mas sim para redefinir o seu papel.

"A Inteligência Artificial não pensa pelo desenvolvedor. Ela sugere caminhos, mas a responsabilidade técnica continua sendo humana. O profissional precisa compreender lógica, arquitetura e segurança para validar o que a ferramenta entrega", afirma o professor da Afya de Pato Branco

Segundo o coordenador do curso de ADS da Afya de Pato Branco, a presença da IA já é percebida em sala de aula. "Hoje orientamos nossos alunos a utilizarem a tecnologia de forma estratégica. Eles conseguem prototipar soluções mais rapidamente, mas precisam desenvolver senso crítico para avaliar as respostas geradas automaticamente", destaca Cézar.

O impacto também é sentido no mercado de trabalho. Com a automação de tarefas operacionais, os desenvolvedores passam a dedicar mais tempo à análise de requisitos, design de soluções e inovação. "Ao mesmo tempo, cresce a exigência por competências relacionadas à ética digital, proteção de dados e supervisão de sistemas inteligentes", pontua o coordenador do curso de ADS.

Ainda que a adoção seja ampla, pesquisas mostram que parte dos profissionais mantém cautela quanto à precisão das sugestões automatizadas, reforçando a necessidade de revisão humana constante. A IA acelera processos, mas não elimina erros.

"O cenário que se desenha é de transformação e não de substituição. O desenvolvedor do presente — e do futuro — é aquele que domina tanto a lógica da programação quanto o uso estratégico das ferramentas inteligentes. Em um setor que segue em expansão no Brasil e no mundo, adaptar-se a essa nova realidade deixou de ser diferencial e passou a ser requisito básico", conclui o coordenador do curso de ADS da Afya Centro Universitário de Pato Branco, Cézar Augusto Mezzalira.

Sobre a Afya

A Afya, maior ecossistema de educação e soluções para a prática médica do Brasil, reúne 38 Instituições de Ensino Superior, 33 delas com cursos de Medicina e 25 unidades promovendo pós-graduação e educação continuada em áreas médicas e de saúde em todas as regiões do país. São 3.753 vagas de Medicina aprovadas pelo MEC e 3.643 vagas de Medicina em operação, com mais de 24 mil alunos formados nos últimos 25 anos. Pioneira em práticas digitais para aprendizagem contínua e suporte ao exercício da Medicina, 1 a cada 3 médicos e estudantes de Medicina no país utiliza ao menos uma solução digital do portfólio, como Afya Whitebook, Afya iClinic e Afya Papers. Primeira empresa de educação médica a abrir capital na Nasdaq em 2019, a Afya recebeu prêmios do jornal Valor Econômico, incluindo "Valor Inovação" (2023) como a mais inovadora do Brasil e "Valor 1000" (2021, 2023, 2024 e 2025) como a melhor empresa de educação. Virgílio Gibbon, CEO da Afya, foi reconhecido como o melhor CEO na área de Educação pelo prêmio "Executivo de Valor" (2023). Em 2024, a empresa passou a integrar o programa "Liderança com ImPacto", do Pacto Global da ONU no Brasil, como porta-voz da ODS 3 - Saúde e Bem-Estar. Mais informações em: www.afya.com.br e ir.afya.com.br.